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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Exoneração do presidente do INSS abre crise entre Planalto e PMDB


A briga política paroquial no Interior do Rio Grande do Sul deu dimensão a crise nacional entre o PMDB e o Palácio do Planalto. O estopim do conflito é a demissão do presidente do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS), Mauro Luciano Hauschild, que, durante 14 dias, se licenciou do cargo para atuar na campanha da chapa vencedora da coligação PT-PMDB na cidade de Lajeado, Rio Grande do Sul.
A demissão abriu uma crise que tem como centro o senador Renan Calheiros. Calheiros bancou a indicação de Hauschild. Mesmo com o aspecto da indicação político, Hauschild é tido como um dirigente de bom perfil técnico. A autorização da demissão passou pela presidente Dilma Rousseff.
Durante a campanha, Hauschild vinculava a eleição da chapa com o repasse de recursos federais para o município - tipo de promessa criticada pela Comissão de Ética da Presidência. A gravação desse discurso em vídeo chegou ao Palácio do Planalto e abriu o conflito com o PMDB.
A oficialização da saída de Hauschild deverá ocorrer somente após a definição de um substituto, a ser indicado pelo PMDB. O Planalto não comentou o caso. O temor do PMDB era que Dilma efetivasse na chefia do INSS o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Carlos Gabas, ligado ao PT.

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